quinta-feira, julho 15, 2004

PF vai investigar bens de Crivella

Apesar da notícia do O Dia e da marmelada sendo pronta, segundo esta notícia de O GLOBO parace que o MP vai azedar o doce do Bispo Crivella... se tudo der certo o Bispo pode ir parar na cadeia...

PF vai investigar bens de Crivella

Elenilce Bottari

O Ministério Público do Rio decidiu solicitar à Polícia Federal que investigue a suspeita de falsidade ideológica eleitoral na declaração de bens do candidato do PL a prefeito do Rio, Marcelo Crivella. A decisão de investigar o candidato surgiu depois que o Ministério das Comunicações informou que Crivella tem cotas das emissoras TV Cabrália, na Bahia, e TV Record em Franca (SP) mas não as declarou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O candidato disse ter patrimônio de apenas R$ 21.846, de poupanças e participação na Fazenda Nova Canaã Produções Artísticas Ltda.

Pena por falsidade ideológica é de 5 anos

O coordenador eleitoral do Ministério Público, promotor Marcos Ramayana, explicou que serão mandadas peças do processo de registro do candidato à Polícia Federal. Ao receber o pedido do Ministério Público, a PF tem de abrir investigação.

Em Brasília, o Ministério Público Federal também requisitou ao Ministério das Comunicações informações sobre todas as empresas de Radiodifusão que pertencem ou pertenceram ao candidato Marcelo Crivella. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa daquela pasta. Por determinação do ministro Eunício Oliveira, a página para consulta pública na internet sobre emissoras de rádio foi retirada do ar.

— Se confirmada a hipótese de que o candidato omitiu informações sobre seu patrimônio ao TRE, ele responderá por crime previsto no artigo 350 do Código Eleitoral — explicou Marcos Ramayana.

Segundo o promotor, o artigo prevê que é crime "omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais":

— A pena prevista é de reclusão até cinco anos e pagamento de cinco a 15 dias-multa, no caso de documento público. Se o documento é particular, a pena é de reclusão até três anos e pagamento de três a dez dias-multa.

Ramayana explicou ainda que, se o agente da falsidade documental é funcionário público e comete o crime prevalecendo-se do cargo ou se a falsificação ou alteração é de assentamentos de registro civil, a pena é agravada.

Em sua defesa, Crivella já havia afirmado que as emissoras foram repassadas há anos e que o fato de seu nome ainda constar do cadastro de Radiodifusão do Ministério das Comunicações se deve à morosidade daquele serviço. Marcelo Crivella também é acusado de manter em seu nome contas no exterior. Ele foi indiciado no inquérito 1.903-8, aberto em São Paulo e enviado para a Polícia Federal do Rio no dia 3 de junho passado.

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

e agora: o STF inocentou e isentou crivella e IURD por falta de provas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! engole essa papai!!!!!!!!!!!!!

20 de maio de 2006 02:04  

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